Finalmente tinha chegado o dia, parecia tão surreal, eu tinha esperado meses por aquele dia e finalmente tinha chegado. Chegue na rua do Credicard ás 9:32, já estava lotado. Sentei na calçada e esperei. Esperei. Esperei. Conversei com um pessoal que tava do meu lado. Esperei.
A fila começou a andar. Eu pensei: "Ai socorro, abriu o portão, tá chegando (apesar de ser meio-dia ainda)." A fila ficava andando e parando toda hora, e sempre parava onde tava sol. Eu de camisa preta e calça. Morrendo.
De repente paramos e ficamos um bom tempo lá, até que a fila começou a andar de novo, só que mais rápido.
Finalmente paramos perto de uma grade na frente do Credicard, e lá ficamos. Até que entra uma Van toda preta no portão onde dá na entra dos fundos do Credicard, onde fica o palco. Começei a surtar, eram eles, eu tinha quase certeza, até que vejo uma cabeça com cabelo preto. Era o Fake Number. Decepção. Alguns minutos depois entra outra Van preta no mesmo portão. Agora eram eles. Eu podia sentir, eram eles. Eu podia ver aquele cabelo laranja pelo vidro, bem pouco, mas conseguia.
Na hora que eles sairam da Van, foi uma muvuca, todo mundo gritando, e nós do outro lado da grade, a uns 30 metros deles, mas eles estavam lá.
A hora do M&G chegou e eles ficaram do lado de fora do acesso ao palco, esperando pelos fãs sortudos que conheceriam eles e veriam a passagem de som. O acesso era todo cercado de grades, óbvio, mas eu podia ver aquele cabelo laranja, aquele outro cabelo com um topete e outro bem curto e bem preto. Eu estava certo de que eram eles, e eram. Não sabia o que fazer, só gritei. E eles se foram.
As pessoas chegavam, começava a escurecer, e a fila começava a andar, só que agora estavamos a caminho do Credicard. Iriamos entrar logo.
Fomos até a fila da pista comum, viram nossos ingresso. Entramos, agora eram apenas mais alguns passos para entrarmos definitivamente na casa. Vi uma porta na minha frente, e uma legião de pessoas. Era ali. Era agora. Nada poderia me impedir.
Entramos no Credicard e o Fake Number já estava tocando. Eu não sabia uma música deles, mas era impossível ficar parado de tanta emoção, apesar de ter ficado na fila o dia todo. Até que chegou a salvação, eles começaram a tocar Use Someboy, do Kings Of Leon, cantei super alto.
Enfim, a última música, estava quase na hora. O Fake Number saiu do palco e começaram a desmostra a decoração deles.
Até a hora em todas as luzes se apagaram. Gritos enlouquecidos ecoavam. Um deles era o meu. Tinha chegado a hora.
Começou a introdução, eu gritava como se não houvesse nada além deles no palco. Tudo ficou escuro, e começou aquele comecinho de Ignorance. Até que ela começou a cantar "If I'm a bad person, you don't like me...". Foi o bastante para o Credicard inteiro enlouquecer. Começou Feeling Sorry, ela é meio sem graça, mas ao vivo até Manu Gavassi é foda.
That's What You Get foi aquela hora em que TODO MUNDO começava a pular junto no refrão, foi lindo. Depois disso, veio For a Pessimist, I'm Pretty Optimistic, que eu já sei de cor e de trás pra frente. Emergency foi como uma explosão, absolutamente todos gritavam.
Playing God e Careful foram uma das minhas favoritas, eu não podia morrer sem ver a Hayley bater o cabelo em Careful.
Decode foi umas das mais emocionantes e deu pra recompor um pouco as energias.
Logo chegou parte das músicas acústicas, dava pra descansar um pouco, mas parar de cantar, NUNCA! In The Mourning foi linda, apesar de quase ninguém saber a letra. When It Rains foi tão... Não tenho palavras pra descrever.
Sou supeito para falar de Where The Lines Overlap, é uma das minha favoritas. Misguided Ghosts tinha chegado, uma das melhores acústicas, e ainda mais que depois dela começariamos a cantar My Heart, para ver se eles tocavam, pois em 2008, Hayley tava dodói e pode cantar essa música. Todos cantaram, gritaram, mas nada. Tudo bem, pois começou a tocar Crushcrushcrush, TODOS DANÇA á pedido da Hayley.
A música mais fodástica do universo começava a tocar, Pressure, aquele começo com a guitarra me levou a loucura, cantei o mais alto possível. Antes do refrão final, ela apresentou a banda. The Coolest of the Cool, Jeremy Davis. Justin Timberlake of Paramore, Taylor York. You might know him, Josh Freese. Taylor's oldest brother, Justin York. I don't need to say her name, but, Hayley Williams.
Aquela maravilhosa da Hayley me aparece com um óculos escuro cantando Looking Up, perfeito, mas nada se comparava a The Only Exception, todos balançamdo os braços no alto e cantando alto.
Tudo parou. Tudo escuro. Mas eu sabia que não havia acabado. Aquela bateria de Brick By Boring Brick era inconfundível, perfeita. Até o momento da Hayley dizer: "We wouldn't sing this". Começaram os gritos e a voz dela dizendo: " This is My Heart". Eu pensei "CHUPA BRASIL!!!!!! SÃO PAULO CONSEGUIU!!!". Chorei MUITO enquanto cantava.
Misery Business é outro nível de música, não existe algo que possa explicar o que ela é. E, abtualmente, eles trouzeram alguém para cantar com eles no palco. Nesse momento eu pensei: "EU deveria estar ai, não você!!!". Mas, enfim.
Ela disse "Thank You!", eles fizeram umas graças no palco, jogaram coisas no público, agradeceram e foram embora. As luzes acenderam e todos começaram a sair. Eu pensei "Mas já acabou?". Tanto tempo esperando para apenas uma hora e meia. Eu pensei em tudo o que eu tinha passado e pensei comigo mesmo: "Valeu a pena.". It's Not a Dream Anymore (8).
We Are Paramore!
That's All, Folks!

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